Na gramática, explore as conjunções alternativas
Saiba como ou, ora... ora e outras expressões ajudam a construir frases com opções e possibilidades.

Na gramática, as conjunções alternativas desempenham um papel essencial na construção de frases que apresentam opções ou possibilidades. Elas estabelecem escolhas dentro do discurso, permitindo ao falante expressar alternativas, exclusões ou até mesmo dúvidas. Entre as mais comuns estão ou, ora… ora, já… já, entre outras. Neste artigo, exploraremos o conceito, os usos e os efeitos dessas conjunções na comunicação, demonstrando como elas enriquecem a construção textual e aprimoram a clareza das mensagens.
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As conjunções alternativas
As conjunções alternativas são um tipo de conjunção coordenativa que estabelece uma relação de alternância ou escolha entre duas palavras, expressões ou orações. Como pertencem à classe das conjunções coordenativas, elas conectam termos independentes, ou seja, estruturas que mantêm sentido completo mesmo quando separadas.
Resumo sobre o tema
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As conjunções alternativas conectam duas partes de uma oração sem que haja dependência sintática entre elas.
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Sua principal função é indicar uma opção ou uma alternância entre dois elementos.
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Como pertencem à classe das conjunções coordenativas, diferem das conjunções subordinativas, que ligam orações em que uma depende da outra para ter sentido completo.
O que são?
As conjunções coordenativas alternativas são aquelas que unem dois elementos de uma oração ou duas orações independentes, expressando a ideia de alternância ou possibilidade de escolha.
Exemplo:
“Você quer jantar fora ou prefere cozinhar em casa?”
No exemplo acima, a conjunção “ou” estabelece uma relação de escolha entre duas opções igualmente independentes: “jantar fora” e “cozinhar em casa”. Como ambas as partes da oração possuem sentido completo e podem existir separadamente, essa estrutura é classificada como coordenada; no entanto, a presença da conjunção conecta os dois termos e sugere que apenas uma das opções pode ser escolhida.
Uso das conjunções alternativas
As conjunções coordenativas alternativas são utilizadas para indicar escolhas ou alternâncias entre diferentes possibilidades dentro de um enunciado. Elas conectam termos ou orações independentes, estabelecendo uma relação em que um elemento exclui o outro ou sugere a alternância entre duas ou mais ações.
1. Expressão de escolha
Essas conjunções podem ser empregadas para marcar a necessidade de tomar uma decisão entre duas opções opostas.
Exemplos:
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Ou você participa da reunião, ou envia um representante.
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Talvez eu chegue cedo, talvez eu chegue tarde.
Em ambos os casos, há uma indicação de que apenas uma das possibilidades pode se concretizar.
2. Indicação de alternância
Outro uso das conjunções alternativas é para expressar a alternância entre diferentes ações ou estados, sugerindo uma variação entre eles.
Exemplos:
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Ora estuda, ora trabalha para pagar os estudos.
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Seja no campo, seja na cidade, ela se sente feliz.
Aqui, as orações transmitem a ideia de alternância contínua entre as possibilidades mencionadas.
Quais são as conjunções alternativas?
As mais comuns incluem:
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ou / ou… ou… → Faça o que eu mando ou aceite as consequências!
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ora… ora… → Ora me faz carinho, ora desdenha de mim.
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seja… seja… → Seja no frio, seja no calor, eu sempre bebo muita água.
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talvez… talvez… → Talvez ele me esqueça, talvez ele se lembre de mim para sempre.
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nem… nem… → Nem conclui a tarefa, nem para de pensar nela.
Essas conjunções garantem fluidez e coerência ao texto, conectando diferentes elementos de maneira lógica e estruturada.
Tipos de conjunções
As conjunções podem ser classificadas em dois grandes grupos, de acordo com a relação que estabelecem entre os termos que conectam:
1. Coordenativas
As conjunções coordenativas são responsáveis por unir elementos independentes dentro de uma oração. Elas não estabelecem uma relação de dependência entre as partes conectadas, permitindo que cada uma delas tenha sentido completo por si só.
Exemplo:
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Eu gosto de você, mas não podemos ficar juntos.
Aqui, as orações “Eu gosto de você” e “não podemos ficar juntos” possuem sentido próprio. A palavra “mas” atua como conjunção coordenativa, estabelecendo uma oposição entre as ideias sem torná-las dependentes uma da outra.
2. subordinativas
Diferentemente das coordenativas, as conjunções subordinativas conectam orações em que uma delas depende da outra para fazer sentido. Ou seja, uma oração subordinada só tem significado completo quando está vinculada a uma oração principal.
Exemplo:
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Poderíamos ficar juntos se eu gostasse de você.
No exemplo acima, a oração principal “Poderíamos ficar juntos” pode ser compreendida isoladamente. No entanto, a oração “se eu gostasse de você” não tem sentido completo sozinha, pois depende da primeira para ter significado. A conjunção “se” estabelece essa relação de dependência, caracterizando-se como subordinativa.
Mycarla Oliveira, especialista em língua portuguesa, no portal Pensar Cursos, também detalha sobre “Criar filhos leitores – 4 dicas para incentivar a leitura“, pois isso estimula a criatividade, melhora o desempenho escolar e fortalece o vínculo familiar.