Orações coordenadas e orações subordinadas: tem diferença? Tem, sim!
Descubra como elas funcionam e quando usar cada uma para deixar sua escrita mais clara e fluida.

Quando falamos em construir frases mais complexas, é comum nos depararmos com dois tipos de orações: as coordenadas e as subordinadas. Mas será que há diferença entre elas? A resposta é um sonoro “sim”! Enquanto as orações coordenadas são independentes entre si, as subordinadas dependem uma da outra para que a mensagem fique completa. Deu para entender? Bem, aqui, nós queremos explorar essas diferenças de forma clara e objetiva, para que você nunca mais tenha dúvidas na hora de usá-las. Fique atento!
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As orações coordenadas e orações subordinadas
Na gramática da língua portuguesa, as orações podem ser classificadas em dois grandes grupos: orações coordenadas e orações subordinadas. Esses tipos de oração se diferenciam principalmente pela sua autonomia dentro do enunciado. Enquanto as orações coordenadas possuem sentido completo e podem existir independentemente, as orações subordinadas necessitam de outra oração para que seu significado seja compreendido de forma adequada.
Resumo sobre o assunto
As orações da língua portuguesa podem ser classificadas da seguinte maneira:
- Orações coordenadas: são independentes e possuem sentido completo.
- Dividem-se em assindéticas (sem conjunção) e sindéticas (introduzidas por conjunção).
- As orações coordenadas sindéticas são classificadas em: aditiva, adversativa, alternativa, conclusiva e explicativa.
- Orações subordinadas: são dependentes e precisam de uma oração principal para fazer sentido.
- Dividem-se em substantivas, adjetivas e adverbiais.
- As orações subordinadas substantivas são: subjetiva, objetiva direta, objetiva indireta, predicativa, completiva nominal e apositiva.
- As orações subordinadas adjetivas podem ser: explicativas ou restritivas.
- As orações subordinadas adverbiais podem indicar: causa, comparação, concessão, condição, conformidade, conseqüência, finalidade, proporção ou tempo.
Orações coordenadas
As orações coordenadas são aquelas que apresentam sentido completo e não dependem de outra oração para serem compreendidas. Elas podem aparecer isoladas ou conectadas a outras orações através de conjunções coordenativas. Observe o exemplo:
Exemplo: não fui avisado sobre a reunião, mas compareci mesmo assim.
Nesse enunciado, há duas orações: “não fui avisado sobre a reunião” e “mas compareci mesmo assim”. Ambas possuem sentido completo e poderiam ser separadas por um ponto sem perder a compreensão.
Tipos de orações coordenadas
Como veremos logo abaixo, elas podem ser classificadas em dois tipos principais:
1. Coordenadas assindéticas
Essas orações não são introduzidas por conjunção, aparecendo de forma sequencial sem conectores explícitos.
Exemplo: acordei cedo, tomei café, saí para o trabalho.
No exemplo acima, há três orações independentes, separadas apenas por vírgulas, sem nenhuma conjunção ligando-as.
2. Coordenadas sindéticas
As orações coordenadas sindéticas são introduzidas por conjunções coordenativas. Elas se subdividem em cinco categorias:
- Aditiva: expressa acréscimo de informação.
- Exemplo: estudei bastante e passei na prova.
- Adversativa: indica uma oposição ou contraste entre as orações.
- Exemplo: queria sair, mas estava chovendo.
- Alternativa: expressa opções ou possibilidades.
- Exemplo: ou você estuda, ou você não passa.
- Conclusiva: apresenta uma conclusão em relação à oração anterior.
- Exemplo: estava muito cansado, portanto fui dormir cedo.
- Explicativa: introduz uma justificativa ou explicação.
- Exemplo: não saia tarde, porque está perigoso.
A compreensão das orações coordenadas e subordinadas é fundamental para a construção de textos coesos e bem estruturados. O domínio dessas estruturas auxilia na clareza da comunicação escrita e oral, garantindo que as mensagens sejam transmitidas com precisão e eficácia.
Classificação | Relação Estabelecida | Exemplo |
---|---|---|
Aditiva | Adição | Malhei bastante e fiquei cansado. |
Adversativa | Oposição | Malhei bastante, mas não me cansei. |
Alternativa | Alternância | Ou malho cedo, ou descanso. |
Conclusiva | Consequência | Malhei bastante, então fiquei cansado. |
Explicativa | Causa | Fiquei cansado porque malhei bastante. |
O que são orações subordinadas?
Na gramática, as orações subordinadas são aquelas que dependem de outra oração para que o enunciado tenha sentido completo. Diferentemente das orações independentes, que podem existir sozinhas sem comprometer a compreensão, as subordinadas precisam estar ligadas a uma oração principal para que sua mensagem seja clara.
Exemplo:
Oração subordinada + oração principal
“Mesmo sem ser convidado para a festa, decidi ir assim mesmo.”
Nesse exemplo, podemos identificar duas orações. A primeira, “Mesmo sem ser convidado para a festa”, não apresenta sentido completo sozinha, sendo necessária a continuação da sentença para que a ideia se complete. Já a segunda, “decidi ir assim mesmo”, pode ser compreendida de forma isolada, o que a caracteriza como uma oração principal. Como as orações subordinadas não possuem autonomia semântica, não podem ser separadas da principal por um ponto final, pois isso comprometeria a coerência da mensagem.
Quais são os tipos?
As subordinadas podem ser classificadas em três categorias principais, de acordo com sua função na estrutura do período:
-
Subordinadas substantivas
-
Subordinadas adjetivas
-
Subordinadas adverbiais
As subordinadas substantivas
As orações subordinadas substantivas exercem a função de um substantivo dentro da estrutura do enunciado. Elas se ligam à oração principal desempenhando papéis como sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicativo ou aposto.
Além disso, elas podem ser introduzidas por conjunções subordinativas integrantes, como “que” e “se”, ou mesmo por pronomes e advérbios interrogativos. Dependendo da relação estabelecida com a oração principal, essas orações podem ser classificadas em seis tipos diferentes.
Classificação | Relação estabelecida | Exemplo |
---|---|---|
Subjetiva | Tem função de sujeito em relação à oração principal | É essencial que o diálogo se estabeleça. |
Objetiva direta | Tem função de objeto direto em relação à oração principal | Eu espero que você passe no exame. |
Objetiva indireta | Tem função de objeto indireto em relação à oração principal | O professor duvida de que os alunos tenham estudado para a prova. |
Predicativa | Tem função de predicativo do sujeito em relação à oração principal | A verdade é que ele está muito doente. |
Completiva nominal | Tem função de complemento nominal em relação à oração principal | Tenho a certeza de que ele virá. |
Apositiva | Tem função de aposto em relação à oração principal | Minha esperança era uma só: que terminássemos o projeto a tempo. |
Mycarla Oliveira, especialista em língua portuguesa, no portal Pensar Cursos, também detalha sobre “Criar filhos leitores – 4 dicas para incentivar a leitura“, pois isso estimula a criatividade, melhora o desempenho escolar e fortalece o vínculo familiar.